Faltam:

Daisypath Wedding tickers

30 de ago. de 2010

Meu plano de fuga na infância

Dizia que ia sair de casa, arrumava as coisas, batia a porta e saía gritando "Nunca mais vou voltar". Dava uma volta no quarteirão e voltava chorando pra casa. Era sempre assim, o plano perfeito!No meu caso eu só pegava um ursinho, uma blusa de frio, um pacote de bolachas e subia no pé de manga...Não demorava 15 min. e logo eu ja descia....rsrs
O incrível é que ja se passaram ANOS, e a vontade de fugir continua a mesma... A diferença AINDA é que agora eu ja "consegui"...rsrs...Mesmo querendo loucamente voltar...E mesmo não tendo resolvido la grandes coisas, porque mesmo aqui eu ainda quero fugir..Fugir do passado, do futuro, do presente, de quem eu sou, de quem eu fui e de quem eu serei! Do que acontece ou deixa de acontecer...Fugir, fugir.... Não dá...Fato isso!!! Eu só quero o MEU lugar so sol!!! Mas cadê ele??kkkkkkkk
Esperar..... Esperar.... Relaxa....HAHA!!
Cansei dessa brincadeira :(

6 de ago. de 2010

Uma incontrolável....

Trancar o dedo numa porta dói, bater com o queixo no chão dói, torcer o tornozelo dói, um tapa, um soco, um ponta pé doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de uma irmã que mora longe. Saudade de um cheiro da infância. Saudade da comida que não se come mais. Saudade do avô que morreu, dos alunos imaginários que nunca existiram (hoje existem uns bem piores...rsrs). Saudade de uma certa cidade. Saudade de gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas, mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele na cozinha, mas sabiam-se lá. Você podia ir para a igreja e ele pra SP, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã.
Contudo quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber.
[...]
Saudades!!!