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16 de jul. de 2010

O oposto de amor é egoísmo (e não ódio)

A 1 mês aproximadamente conheci um blog no site do UOL "Vigilantes da Autoestima": www.vigilantesdaautoestima.vip.net .. Muito muito boa a proposta do tal...E agora segue abaixo um post interessantíssimo, que veio em ÓTIMA hora!!


Alguém aqui viu o filme "Corra, Lola, corra?", onde fica nitidamente claro que
podemos escolher o final de "n" coisas na vida da gente? Ok, vou falar nele já,
já...
K.J. fez aniversário nesses dias. Ele é de Curitiba e a parte 1 era
jantar com ele, a irmã, a tia e uma amiga no restaurante indiano. A parte 2 era
o casal ir para casa e beber champanhe com cerejas à velha e boa luz de velas. A
primeira parte foi como planejamos, com direito a ganhar uma calça linda e um
pen-drive do Darth Vader ;)
A segunda, não. Quando estávamos indo embora do
restaurante chegou uma antiga e querida amiga também de Curitiba. K.J. curte uma
boa cerveja, a amiga também, então fomos para uns dos bares da Vila Madalena. Eu
não bebo, quer dizer, nunca passo do segundo copo porque não gosto de ver o
mundo girar mais do que já roda. Fora isso, eu estava com uma lente de contato
me perturbando bem os olhos. Às 3 da manhã eu decidi ir para casa (a um
quarteirão do bar!). E deixei os dois bebendo e se divertindo para valer. Eles
estavam muito engraçados mesmo zoando com o povo no bar.
Eu sei que só este
depoimento já vai fazer muita(o) Vigilante ficar de cabelo em pé. Mas vou
continuar e é aí que entra o filme "Corra, Lola, corra". Eu poderia escolher o
final 1- Vou fazer papel de vítima, me sentindo rejeitada, e chorar porque a
noite não foi como eu queria. Ou o final 2- Eu posso dar um ataque de ciúmes e
quebrar a garrafa de champanhe na cabeça dele, estragar a sua noite e a minha.
Ou o final 3- Eu poderia ficar me mordendo de ciúmes e me esconder atrás da
árvore para espionar. Ou o final 4- Eu poderia entender que era o aniversário
dele e não o meu e que amor é o oposto de egoísmo e deixá-lo curtir à vontade,
ir para casa, comer um pouco das cerejas e esperar ele voltar feliz e contente.
Afinal, estou encontradamente apaixonada por ele e não perdidamente.
Quando
a gente está com a autoestima de tijolos escolhe, sem pestanejar, o quarto final
e foi o que fiz. Duas horas depois, eu ouvi (aos berros pela janela) uma das
declarações de amor mais lindas e sinceras. Depois, os dois subiram aqui em casa
bebaços, me alopraram o quanto puderam e eu nunca ri tanto na minha vida. Antes
que alguém diga - COMO VOCÊ CONSEGUE iSSO? - já vou contar.
Sempre sofri de
ciúmes medonho que fazia com que eu me machucasse - saindo que nem louca de
bicicleta - ou estragasse a minha relação vendo coisas que nem existiam (e estou
falando de 3, 4 anos atrás). Como curei essa doença?
1- À medida que fui
trabalhando meu complexo de rejeição fui diminuindo o medo da perda, portanto o
ciúme diminuiu também.
2- Sofri tanto no amor, mas tanto, mas tanto que
automaticamente parei de colocar tantas fichas nele. Como eu disse no post
anterior o meu namorado é um dos planetas da minha órbita e não o centro do meu
universo.
3- Quando a gente encontra nossa própria liberdade ama e valoriza
a do outro. Ver meu amor feliz no dia do seu aniversário, depois de ter passado
tanto perrengue no passado me deixa muito, muito feliz. Hoje em dia tenho o
mesmo prazer saindo com minhas amigas ou com meu amore.
4- K.J. não me faz
feliz. Ele me faz mais feliz. Eu já estava bem contente antes dele e o povo aqui
é testemunha (porque decidi que assim seria mesmo sem amor e sem emprego). Se em
tese não preciso de K.J. para me fazer feliz, logo não tenho medo de perdê-lo (o
que não quer dizer que não vou chorar como uma hiena pelo avesso no dia em que
nossa história acabar)
5- Hoje em dia me acho uma das pessoas mais legais
que já conheci (hehehe), portanto, porque vou achar que outra mulher é melhor
que eu?Menefreguei!
Eu gostaria imensamente que este post ajudasse a todo
mundo aqui que sofre com a doença do ciúme. Eu sei a desgraça que é e como ela
traz infelicidade à relação e ao casal. Antes de mais nada, o ciumento é um
tremendo egoísta, auto-referente, que acha que a sua felicidade está em
controlar o outro. Pergunta: isso é amor? Resposta: não! Mas a boa notícia é que
tem cura :)

FICA A DICA!!!

Bjs!